Há algumas semanas a Manuela descobriu a frase: “É meu!” Sim, sei que é da fase, sei que é comum da idade, mas também acho que tem que ser trabalhado. Sem grandes reforços, para ela não insistir por pura teimosia.
Aqui em casa, nós tentamos minimizar isso dentro de um contexto. Quando ela fala que a bola é dela, eu digo: “Mas você me empresta um pouquinho?” Ou quando ela está brincando com outra criança e diz que todos os brinquedos são dela, eu tento mostrar que ela não vai conseguir brincar com todos sozinha e que numa mãozinha fica um para ela e na mãozinha da amiga, outro. Mas sempre respeitando seu sentimento.
Vejo que isso funciona bem, já que ela não sente que está perdendo o que é dela e, sim, compartilhando. Acho que essa é uma boa dica de passar por essa frase sem torná-la maior do que é. Bater de frente dizendo que não é da criança, dando bronca, dizendo que é feio ou a obrigando a dividir é reforçar negativamente essa fase que, em geral, passa.
A criança de 2 anos ainda não tem o sentimento de compartilhar. É a famosa fase do egocentrismo, em que tudo gira em torno delas, portanto, as pertence. Por isso mesmo, é um momento em que temos que ficar atentos, reparar quando necessário e de forma muito sutil. Fazendo-as entender que é legal, sim, compartilhar, pois a brincadeira ficará melhor.
Mas também temos de entender que a criança está lá com os seus brinquedos no dia a dia e, de repente, alguma outra aparece e ela se vê invadida.
Outra dica interessante é sempre que a criança ganhar um novo brinquedo ou roupa pedir para ela escolher uma antiga para doar a outra criança, que vai ficar muito feliz em receber. Isso é uma maneira de, aos poucos, incentivar esse desprendimento.
E você, tem alguma dica para essa fase tão possessiva deles? Deixe aqui o seu comentário e compartilhe com a gente!
Denise Freitas:
Jornalista, empresária e blogueira, Denise é mãe de Manuela, nascida em março de 2010. Aquariana “estabanada e dona de uma risada inconfundível”, como se define, é apaixonada por crianças, gatos e casada com Willian. “Ser mãe da Manu, hoje é o meu principal papel”, diz ela. É incontestável que, conforme as crianças crescem, nós ganhamos certa liberdade. Não sei se essa é bem a palavra, mas a vida parece que vai ficando menos complexa. Ou nós vamos ficando mais relaxadas, sei lá. Aliás, vou tirar o plural desse texto e falar da minha experiência.
Quando a Manuela era um bebê e começamos a explorar o mundo externo com ela, era uma verdadeira batalha de tralhas. Levávamos mais tempo organizando o que tínhamos para levar do que de fato passeando. Lembro-me que cheguei a perguntar para uma amiga o que eu precisava levar, já que carregava tanta coisa e sempre esquecia algo que me parecia essencial.
Teve uma ida ao parque que foi tão intensa nesse momento pré-passeio que chegamos ao local já cansados. Passamos protetor na pequena, pegamos o chapéu, dei de mamar (já que ela não mamava em público, sei lá eu o porquê), troquei a fralda e começamos a arrumar as coisas.
Pegamos uma banana, o pratinho e o garfinho para amassá-la, a colher, uma fraldinha de boca, água, fraldas, trocador, algodão, água para a troca da fralda, pomada, uma muda de roupa extra, toalha, guarda-sol, carrinho e, ufa, saímos. Mas foi gostoso. Foi uma manhã bem família.
Com o passar do tempo, a “malona” de bebê foi substituída pela média e, hoje, usamos a mini. Não que caiba tudo, mas muita coisa nós adaptamos ou improvisamos. Parece que a maternidade fica mais leve. Ao menos foi assim para mim. Mas, claro, é muito importante termos certa organização da logística para não passarmos apuros por aí.
Então listamos o que é de fundamental importância levarmos, mas nada que uma farmácia ou um mercadinho não possam no socorrer no caminho. E você, ainda carrega a casa no carro?
Denise Freitas:
Jornalista, empresária e blogueira, Denise é mãe de Manuela, nascida em março de 2010. Aquariana “estabanada e dona de uma risada inconfundível”, como se define, é apaixonada por crianças, gatos e casada com Willian. “Ser mãe da Manu, hoje é o meu principal papel”, diz ela. Como escrevi há uns dias, estamos em um novo lar. Maior, aconchegante e bem perto de tudo que precisamos.
Para fazer a mudança, contamos com a superajuda da vovó, que ficou com a pequena de quinta à noite até sábado. Devo confessar que, apesar da correria, ficar quase dois dias longe da minha Pipoca foi de apertar o coração. Mas seria inviável fazermos isso com ela.
Mudança concluída, quase tudo em seu devido lugar, fomos buscar a pequena para, enfim, assumir a nova moradia. Ela chegou dormindo em casa, mas acordou ao pararmos na garagem. Estava ansiosa por algo que nem sabia ao certo o que era.
Num primeiro momento, achou que estava na rua do meu afilhado, mas logo soltou: “A casa nova!” E, mesmo com sono, Manuela entrou deslumbrada para conhecer a casa. Ela quis olhar a sala, a cozinha, subiu as escadas e foi conhecer os quartos e o banheiro. Ela foi cômodo a cômodo olhando cada detalhe que saltava aos seus olhos.
Depois, se rendeu ao sono e dormiu como um anjo até a manhã seguinte. Desde então, ela tem estado eufórica com a novidade. Corre pelo quintal, como se tivesse ganhado o mundo em alguns metros de lazer.
Isso sem contar a mudança positiva das viagens de carro. Como não fica mais que 15 minutos na cadeirinha, tem sido uma tranquilidade ir e vir com a pequena. Que assim seja. Bora viver uma nova fase!
Denise Freitas:
Jornalista, empresária e blogueira, Denise é mãe de Manuela, nascida em março de 2010. Aquariana “estabanada e dona de uma risada inconfundível”, como se define, é apaixonada por crianças, gatos e casada com Willian. “Ser mãe da Manu, hoje é o meu principal papel”, diz ela.