O desenvolvimento da linguagem de um bebê não acontece apenas por meio da fala. O olhar constante, o sorriso social e o choro também comunicam o que ele está sentindo, em especial nos primeiros meses de vida, até que comece a desenvolver a linguagem oral.
O bebê sorri desde que nasce, mas é a partir do segundo e do terceiro meses de vida que ele ri intencionalmente. O sorriso também comunica: mostra que o carinho ou o colinho da mamãe estão gostosos, ou mesmo que a chegada do papai em casa o agradou.
O choro é uma das expressões principais na linguagem da criança. É uma forma de linguagem e comunicação efetiva, caso contrário todos os choros seriam iguais.
Em média, por volta do segundo e do terceiro meses de vida, os pais já conseguem distinguir a intenção do choro. Quando tem relação com a dor, a entonação é diferente. A frequência (chora por muito tempo), a expressão facial e os movimentos mais constantes de braços e pernas mostram que ele poderá estar com algum desconforto. O narizinho e boquinha podem chegar a tremer. Já o choro de manha, frequentemente, passa mais rápido e o bebê não demonstra uma expressão facial de dor ou de desconforto físico.
O momento mais difícil para as mães é quando o bebê está no primeiro mês de vida. É nesse período que elas passam a conhecer as características do filho, até então desconhecidas, e só então iniciam o aprendizado dos comportamentos emitidos, dos movimentos realizados, dos tipos de choros e suas entonações e, até mesmo, se o bebê é mais agitado em determinado horário do dia, se o bebê fica mais quietinho diante de alguma atividade diária, como o banho, ou em alguma posição no berço.
Quando estão maiorzinhas, a comunicação e a linguagem vão se aperfeiçoando. As crianças começam a apontar os objetos diários, o alimento, a cadeira de alimentação, o berço, os brinquedos prediletos, tudo isso como uma forma eficaz para comunicar ao outro os seus desejos e intenções, sem, necessariamente, usar a palavra propriamente dita. Esse comportamento de apontar é uma expressão cognitiva muito importante e que, frequentemente, antecede as primeiras palavras.
Além disso, a criança começa a perceber que pode promover ações com o próprio corpinho, apontando objetos com o dedo, chamando os pais com a mãozinha, ou mesmo esticando os braços para ser carregada. E usa essa habilidade como forma de conversar com os demais.
Quando elas já sabem, por exemplo, apontar, fazer “sim” e “não” com a cabeça, o desenvolvimento da linguagem oral só está esperando muitas experiências, com muitas palavrinhas, conversas, brincadeiras e bastante diversão. A partir daí, caberá aos pais estimular a fala, nomeando objetos, cores, animais e brinquedos para aumentar o seu vocabulário.
Mas esse será o assunto da nossa próxima conversa. Vamos falar sobre o desenvolvimento da fala do seu bebê. Acompanhe!
Fisher-Price:
Teresa Ruas, porta-voz da Fisher-Price, é Terapeuta Ocupacional especializada em desenvolvimento infantil. Hoje vamos falar sobre como as brincadeiras e como os brinquedos acompanham o crescimento e ajudam no desenvolvimento do seu bebê. É importante saber que o ato de brincar desenvolve habilidades motoras, cognitivas, sensoriais, afetivas e sociais na criança. É por meio das brincadeiras que ela conhece o mundo ao seu redor, explora as suas habilidades e internaliza importantes significados e conceitos Por isso, é fundamental que mamães e papais não só observem os seus filhos brincando, como também participem das brincadeiras.
Veja como seu bebê passa por diferentes fases e como as brincadeiras acompanham o desenvolvimento dele.
2 a 4 meses
A partir do final do segundo mês de vida e início do terceiro mês, os bebês começam a organizar os movimentos dos olhos com os das mãos e braços. Nesta fase, os móbiles são recursos lúdicos que motivam a criança a olhar e iniciar uma movimentação dos braços em direção ao objeto que chamou muito a sua atenção. Como os móbiles são coloridos e cheios de sons, a criança pode ficar um bom tempo entretida, ou seja, olhando e se movimentando. Diante de tudo isso, o móbile pode contribuir no desenvolvimento visual, auditivo, motor e cognitivo.
Com esta idade, os bebês começam a colocar as mãos e os dedos na boca. Além disso, podem passar muito tempo olhando as suas mãozinhas. Tudo isto acontece, pois estão conhecendo e explorando o seu próprio corpo As mamães não devem se preocupar quando ele puser a mão na boca, porque isso faz parte do desenvolvimento do bebê.
4 a 8 meses
Nesta fase, eles começam a sacudir o chocalho, a segurar os brinquedos por mais tempo, a bater brinquedos um contra o outro, a passar o brinquedo de uma mão para outra, passando, enfim, a ter uma interação maior com os brinquedos.
8 a 12 meses
Nesta fase, os bebês têm uma “aquisição cognitiva” importante – isto é, um aprendizado essencial: eles descobrem a “permanência” dos objetos. É nesta fase que descobrem que as coisas existem mesmo não estando na frente de seus olhos. Quer um exemplo? Esconda a bolinha numa caixa e pergunte onde está a bola. A criança não está vendo a bolinha, mas sabe que ela está na caixinha ou em outro lugar. Por isso também é que, as crianças adoram os brinquedos classificados como ”de ação e reação”, nos quais apertar ou girar um botão faz aparecer um animal, um personagem infantil ou uma figura.
Uma brincadeira que o bebê adora é uma que os pais também adoram fazer: “Cadê o bebê? Achou!”
Sabia que esta forma tão simples de interação é muito importante para o desenvolvimento da criança?
Já no que se refere ao desenvolvimento motor, o bebê já se senta com independência, fica em pé e algumas crianças até começam a andar antes de completar 1 ano. Estimule as brincadeiras com objetos de rolar e de empurrar, pois isso vai favorecer as habilidades motoras do bebê.
No primeiro ano de vida, ele está captando diversas informações e experimentando diferentes habilidades e sensações. . As crianças já têm autonomia para brincar com objetos de encaixe simples. Favoreça e estimule a brincadeira, identificando, nomeando e permitindo os “erros” nos encaixes, pois a criança inicia este processo por tentativa e erro para, depois, aprender o local correto do encaixe.
12 a 18 meses
Com esta idade, a criança passa mais tempo brincando com o mesmo brinquedo e explora vários tipos de brincadeiras com mais habilidade.
No parquinho, ela gosta de escorregar e balançar. Passear no parque é uma forma de ela conhecer novas sensações, como a de pisar na areia, brincar com as pedrinhas e de interagir com outras crianças.
18 a 24 meses
Nesta fase, os bebês começam a representar e a dar significado para as coisas que os rodeiam utilizando as palavras. É uma fase repleta de imitação. As crianças começam a imitar as ações dos adultos e a reproduzir essas situações com os brinquedos. Exemplos: dar comida para a boneca, reproduzir os sons de carrinhos ou de avião. Elas criam brincadeiras, explorando os seus significados.
Com esta idade, a criança já tem independência para andar, correr e escorregar. Mamães e papais só precisam ficar atentos para supervisionar as brincadeiras.
Ao final deste período, as crianças começam a “simbolizar”, ou seja, criam contextos, histórias e personagens durante as brincadeiras. Esta característica a acompanhará por toda a infância! Nesta fase, expressam uma grande aquisição de linguagem. Aprendem a se comunicar melhor e a estruturar frases com mais palavras.
Por volta dos 4 a 5 anos de idade, a criança brinca com mais facilidade em grupo, pois inicia o aprendizado de algumas normas e regras sociais, como esperar a sua vez e a respeitar a vez do outro. Portanto, a partir desta fase dividir os brinquedos se torna bem mais fácil.
Quando falamos de desenvolvimento infantil, percebemos que as brincadeiras e brinquedos estão presentes durante toda a infância, o que muda é a forma de brincar, a forma de interagir com os brinquedos, a forma de interagir com os contextos lúdicos e com a outra pessoa que brinca com ela.
Portanto, descubra quais são as brincadeiras prediletas do seu filho e aproveite para brincar, aprender e crescer junto com ele. Você certamente vai se divertir enquanto educa seu filho. E ele vai se desenvolver brincando.
Fisher-Price:
Teresa Ruas, porta-voz da Fisher-Price, é Terapeuta Ocupacional especializada em desenvolvimento infantil. Já falamos aqui no site como o seu bebê dedica tempo e atenção para os brinquedos e as brincadeiras. Agora, quero contar como um ambiente enriquecido de brincadeiras auxilia no aprendizado e no desenvolvimento das crianças.
Quando falamos de desenvolvimento infantil, é preciso lembrar que não existe uma regra geral. Cada criança tem o seu ritmo de aprendizado. Porém, os pais podem enriquecer essa fase de aquisições de novas experiências por meio de atividades rotineiras do dia a dia. Por exemplo, na hora do banho, na hora da refeição e até mesmo antes de dormir, com cantigas e historinhas.
A brincadeira se torna mais prazerosa e rica de informação para o bebê quando os pais estão junto com ele, nomeando e identificando os nomes dos objetos, de suas cores, sons e suas funções. Essa troca afetiva entre pais e filhos estimula o desenvolvimento infantil como um todo, seja a parte cognitiva, como a motora, afetiva e a social.
Porém, é de extrema importância deixar a criança brincar livremente, de acordo com as suas potencialidades e habilidades. Como? Sem nenhum tipo de expectativa de resposta imediata ou cobrança, como perguntar “que cor é essa?”, “que animal é esse?”
A insistência pode cansar o bebê e diminuir a sua motivação para brincar. Por isso, reserve momentos para que a criança também possa brincar sozinha. Claro que contando sempre com o olhar atento dos pais, irmãos mais velhos, avós e outros cuidadores.
Mamães e papais devem lembrar que o ritmo de aprendizado e aquisições do bebê dependerá também das influências e estímulos ambientais que ele recebeu e vem recebendo no dia a dia. Por exemplo, se você permite que seu filho brinque muito no chão, possivelmente esta experiência o ajudará a rolar, a sentar, a se arrastar mais cedo do que uma criança que não teve muitos momentos dessa mesma experiência.
Portanto, devemos ter cautela e muita atenção ao comparar o desenvolvimento de crianças da mesma idade. Em caso de dúvidas ou preocupações converse com os especialistas que acompanham o seu filho. O crucial é não esquecermos que o desenvolvimento infantil acontece no dia a dia.
Com o passar do tempo, a criança vai dedicar mais atenção para uma determinada brincadeira ou situação e desenvolver habilidades para usar seus brinquedos favoritos, comer o que mais gosta e assistir ao desenho predileto.
Vamos falar sobre isso em nossa próxima conversa.
Até lá!
Fisher-Price:
Teresa Ruas, porta-voz da Fisher-Price, é Terapeuta Ocupacional especializada em desenvolvimento infantil.