Como disse, adorei descobrir que cuidar de um bebê também pode ser algo prazeroso. Tudo bem, às vezes você fica parecendo uma mistura de zumbi com vampiro. Afinal, dormir é algo que você nunca mais vai fazer na sua vida. Eu que tinha insônia e uma porção de manias para pegar no sono, mudei radicalmente. Sou capaz de dormir agora, sentado na frente do computador, escrevendo esse texto. Quer ver?
Voltando ao raciocínio. Ser um pai que mete e mão na massa – e na fralda – é muito legal. Muito mesmo. Mas tem seus contratempos. Afinal, o universo do bebê ainda é algo muito feminino. É só prestar atenção.
Diversas vezes, fazendo compras para equipar o quarto do Pedro antes de ele nascer, eu me sentia como um mecenas nas lojas. Ninguém pergunta sua opinião. Também pudera, você é “só” o pai. Sério que você quer dar palpite na cor do protetor de berço, que até 3 minutos atrás você nem sabia que existia?
E o mundo dos bebês não foi feito para quem tem mais de um 1,80 metro. Tome dor nas costas de tanto trocar fraldas em um trocador feito para quem tem 30 centímetros a menos que você. Deve ser algo parecido com o que os canhotos sentem ao tentar cortar um papel com tesoura errada. Ainda bem que eu não sou canhoto, senão ia gastar muito dinheiro com terapia.
Você já viu trocador em banheiro público masculino? Pois é, eles não existem. Os trocadores sempre ficam no banheiro das mulheres. Afinal, são elas quem trocam as fraldas, não? Nem sempre. Às vezes, o jeito é improvisar, usar algum banquinho ou mesa e aguentar os olhares tortos e narizes tampados.
Cada vez mais eu vejo os pais metendo a mão na massa. Quem sabe os trocadores e banheiras ficam só um pouquinho mais altos? As (nossas) costas agradecem.
Saving...

Felipe Parra:
Músico, produtor musical, jornalista e pai do Pedro,
nascido em maio de 2010. Com uma rotina de horários flexíveis,
consegue acompanhar de perto todos os passos do pequeno. 

Denise Freitas:
Jornalista, empresária e blogueira, Denise é mãe de Manuela, nascida em março de 2010. Aquariana “estabanada e dona de uma risada inconfundível”, como se define, é apaixonada por crianças, gatos e casada com Willian. “Ser mãe da Manu, hoje é o meu principal papel”, diz ela. 


Fabiana Deziderio:
Paulista, mas não paulistana, mora em São Paulo desde 1993. Apesar de prestar vestibular para medicina, se formou em publicidade. Mãe de Joaquim, nascido em setembro de 2009, resolveu abraçar a causa de mães mais leves. Joaquim virou o combustível da busca por uma maternidade mais calma e mais bem resolvida e é sobre isso que ela vai falar aqui no blog.







