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Eu, meu filho e o mundo cor de rosa

22 / 02 / 2012 08:18 por Felipe Parra 1 Comentário

Como disse, adorei descobrir que cuidar de um bebê também pode ser algo prazeroso. Tudo bem, às vezes você fica parecendo uma mistura de zumbi com vampiro. Afinal, dormir é algo que você nunca mais vai fazer na sua vida. Eu que tinha insônia e uma porção de manias para pegar no sono, mudei radicalmente. Sou capaz de dormir agora, sentado na frente do computador, escrevendo esse texto. Quer ver?

Voltando ao raciocínio. Ser um pai que mete e mão na massa – e na fralda – é muito legal. Muito mesmo. Mas tem seus contratempos. Afinal, o universo do bebê ainda é algo muito feminino. É só prestar atenção.

Diversas vezes, fazendo compras para equipar o quarto do Pedro antes de ele nascer, eu me sentia como um mecenas nas lojas. Ninguém pergunta sua opinião. Também pudera, você é “só” o pai. Sério que você quer dar palpite na cor do protetor de berço, que até 3 minutos atrás você nem sabia que existia?

E o mundo dos bebês não foi feito para quem tem mais de um 1,80 metro. Tome dor nas costas de tanto trocar fraldas em um trocador feito para quem tem 30 centímetros a menos que você. Deve ser algo parecido com o que os canhotos sentem ao tentar cortar um papel com tesoura errada. Ainda bem que eu não sou canhoto, senão ia gastar muito dinheiro com terapia.

Você já viu trocador em banheiro público masculino? Pois é, eles não existem. Os trocadores sempre ficam no banheiro das mulheres. Afinal, são elas quem trocam as fraldas, não? Nem sempre. Às vezes, o jeito é improvisar, usar algum banquinho ou mesa e aguentar os olhares tortos e narizes tampados.

Cada vez mais eu vejo os pais metendo a mão na massa. Quem sabe os trocadores e banheiras ficam só um pouquinho mais altos? As (nossas) costas agradecem.

Felipe Parra: Músico, produtor musical, jornalista e pai do Pedro, nascido em maio de 2010. Com uma rotina de horários flexíveis, consegue acompanhar de perto todos os passos do pequeno.
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Ela está crescendo

21 / 02 / 2012 08:15 por Denise Freitas 1 Comentário

É difícil para nós, pais, acreditarmos como nossos bebês passam dessa fase para a de crianças. Não estou falando de uma mudança dos 5 meses aos 10 anos. Manuela não tem 2 anos e já deixou para trás aquele bebê de poucas interações.

Não foi só a fisionomia que mudou. Esta, já notei há tempos. Mas, agora, nossa Pipoca diz cada palavra e se articula tão bem que chego a me emocionar.

Eu e o papai percebemos uma grande evolução desde a nossa última viagem. Ela amadureceu. Tornou-se ainda mais independente, come e faz coisas sozinha. Fala frases e se expressa tão bem. Claro que muitas das palavras só a gente que está no seu dia a dia entende. Mas o que me impressiona é o raciocínio de formação delas.

Pode ser comum da idade, não quero dizer que minha filha está acima do perfil da idade. Estou mesmo constatando que em tão pouco tempo ela conquistou tantas mudanças. Até a fase do sono melhorou nos últimos dois meses. Agora, ela dorme a noite toda, sem choros, sem querer “tetê”.

Ah, cheirinho de bebê é encantador, mas que delícia tem sido ter essa “mocinha” lá em casa!

Denise Freitas: Jornalista, empresária e blogueira, Denise é mãe de Manuela, nascida em março de 2010. Aquariana “estabanada e dona de uma risada inconfundível”, como se define, é apaixonada por crianças, gatos e casada com Willian. “Ser mãe da Manu, hoje é o meu principal papel”, diz ela.
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Cada um brinca de um jeito

20 / 02 / 2012 08:18 por Fabiana Deziderio 2 Comentários

É muito bom perceber a forma como cada membro da família brinca com o Joaquim.

Existe uma espécie de resgate de um repertório antigo, particular. A criança adormecida volta de algum lugar do passado, ganha vida, e a brincadeira ganha cor.

O pai de Joaquim, por exemplo, brinca de forma mais elaborada. Marcus gosta de mostrar o brinquedo e a brincadeira, contar como funciona, o que tem de diferente, a sua história (em casa, apelidamos ele de Highlander, tamanho o repertório).

A escola ensina a experimentar. Lá ele curte as texturas, o parque, os tanques de areia. Aprende a dividir e a somar com as demais crianças.

A Tia Lu, minha irmã, resgata um montão de coisas da nossa infância. É algo bem familiar. O avô apresenta aviões, trens e outros meios de transporte. Explica a diferença das coisas (veja como passa de pai para filho). As avós ensinam música, dançam e dão ritmo para a vida de Joaquim.

E essa mistura de crianças grandes e pequenas apresenta um universo novo, inteiro e que será aproveitado do jeito dele. É meio mágico ver a formação de personalidade de Joaquim através do mundo que lhe é apresentado.

Eu, como mãe, confesso que tenho preocupações na hora da atividade. Quando pequenino, queria estimulá-lo. Depois, passei a ensinar cores, números, palavras. Mas sempre com alguma obrigação de desenvolvê-lo. E fica difícil se entregar dessa forma.

À medida em que Joaquim cresce, percebo que meu cerco se fecha. Então, é melhor me entregar por completo e me divertir porque Joaquim não aceita nada menos do que isso.

E, de verdade, ele está certo. Está aí mais uma lição da maternidade :)

Beijos grandes.

Fabiana Deziderio: Paulista, mas não paulistana, mora em São Paulo desde 1993. Apesar de prestar vestibular para medicina, se formou em publicidade. Mãe de Joaquim, nascido em setembro de 2009, resolveu abraçar a causa de mães mais leves. Joaquim virou o combustível da busca por uma maternidade mais calma e mais bem resolvida e é sobre isso que ela vai falar aqui no blog.
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