Especialista

Você conversa com o seu bebê?

14 / 10 / 2011 02:35 por Sabará 4 Comentários

Falar com os pequenos é essencial para o desenvolvimento da fala, mas é preciso ter cuidado ao pronunciar as palavras. “Nunca de forma errada”, alerta a fonoaudióloga do Hospital Infantil Sabará, Flavia Zangelmi. “Algumas pessoas estranham quando observam adultos conversando com bebês. O que nem todos sabem é que esses bate-papos são fundamentais para estabelecer os primeiros laços de comunicação com as crianças.”.

O adulto serve de espelho para a criança na hora de aprender a falar. Por isso, conversas e cantorias na hora do banho, da troca de roupa, da amamentação, dos passeios e das brincadeiras devem acontecer com frequência. “As crianças que são estimuladas por meio da fala começam a se comunicar mais cedo”, esclarece a fonoaudióloga.

De acordo com a especialista, a comunicação faz com que os bebês reconheçam situações e objetos antes mesmo de serem capazes de falar. “É assim que a criança formará o seu repertório de palavras que representam o mundo, seus objetos, os fatos, o tempo e as emoções. Este vocabulário irá aumentando e se tornando cada vez mais específico conforme ela for estimulada.”

Embora não seja uma regra, em geral os bebês começam a balbuciar entre os 6 meses e os 8 meses de vida.

Segundo Flavia, se eles não emitirem som até os 10 meses é necessário os pais consultarem um pediatra.

Para a criança começar a falar, é importante que ela seja capaz de ouvir em primeiro lugar. Nem sempre o teste da orelhinha, feito logo após o nascimento, consegue detectar problemas de audição.

Porém, a fonoaudióloga destaca que crianças que não falam também podem apresentar outras causas para o problema, como de ordem neurológica, psiquiátrica e até ambiental – isso porque crianças que não são incentivadas a falar demoram mais para aprender a se comunicar.

Como o adulto é o exemplo da criança, as palavras precisam ser pronunciadas da maneira certa. “Por mais que pareça engraçadinha, não se deve estimular a pronúncia incorreta das palavras. Inicialmente, ela poderá falar errado, mas a maturidade trazida com o desenvolvimento permitirá a execução certa e isso só será possível com um modelo preciso”, ressalta Flavia.

Para a especialista, é normal não entender muito bem o que os bebês dizem quando têm de 1 ano a 1 ano e meio de vida. “Para falar, as crianças precisam que os músculos do rosto estejam fortes. Para isso acontecer, a amamentação e a fase de mastigação de alimentos sólidos são essenciais. Com o tempo, a fala da criança evolui.”

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Intoxicação alimentar: prevenção em casa

30 / 09 / 2011 02:56 por Sabará Não tem Comentário

Na época do verão e de muitas viagens de férias em família, os pais ficam preocupados com a alimentação de seus filhos, que foge das regras diárias e já pensam em evitar qualquer surpresa desagradável, como uma intoxicação alimentar. “É muito importante que os pais selecionem bem os alimentos dados para as crianças”, explica a pediatra Fátima Fernandes, gerente médica do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Infantil Sabará.

Uma pesquisa realizada em São Paulo revela que 27% dos casos de intoxicação alimentar estão relacionados ao consumo de alimentos em casa e 24% ingeridos na rua. Até o ano de 2005, mais de 5 mil crianças e jovens até 14 anos de idade foram internados com intoxicação alimentar. “Esse número costuma ser maior, já que nem sempre as vítimas de intoxicação recorrem aos hospitais”, explica a pediatra.

Em casa, portanto, também são necessários cuidados na cozinha. Exemplo: alimentos que ficam fora da geladeira no inverno, exigem um cuidado maior no verão, pois com as altas temperaturas o ambiente fica sujeito ao desenvolvimento de bactérias.

Intoxicações alimentares costumam durar de poucas horas a até alguns dias. É muito importante que neste período a criança beba muita água, evitando assim uma desidratação, e tenha uma alimentação controlada. A recomendação médica é escolher sempre alimentos mais leves e de fácil digestão, como sopas e purê, entre outros.

Persistindo esse quadro por mais de três dias deve-se procurar ajuda médica.

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Otite: como prevenir a dor de ouvido das crianças

21 / 09 / 2011 08:51 por Sabará 7 Comentários

No verão, os casos de otite aumentam em até 75%. A utilização inadequada do cotonete pode agravar o problema.

Nessa época de temperaturas elevadas, o fato de as crianças passarem a maior parte do tempo em locais úmidos, como piscinas ou na praia, faz a umidade do ouvido aumentar significativamente. Isso porque este tipo de ambiente facilita a proliferação de microorganismos. “Crianças são mais propensas a desenvolver o problema, pois costumam permanecer por longos períodos dentro da água”, ressalta o médico Fabrizio Ricci Romano, que é coordenador da equipe de otorrinolaringologia do Hospital Infantil Sabará.

Recorrer ao cotonete na otite, segundo o especialista, é um erro muito comum. Deve-se limpar o ouvido somente externamente e com uma toalha de pano. O cerúmen é a proteção do ouvido externo e só deve ser retirado se estiver incomodando, causando diminuição da audição ou, ainda, para facilitar o exame do ouvido por um médico. O cotonete pode provocar lesão na pele do ouvido, facilitando a ação de agentes infecciosos.

Os sintomas mais comuns das otites são: coceira, inchaço e dor de ouvido. Em casos mais graves notam-se também febre e secreção. O tratamento pode ser feito com antibióticos ou anti-inflamatórios, preferencialmente em gotas.

Utilizar protetores auriculares e realizar uma limpeza assim que a criança sair da água são boas formas de prevenção. Substâncias secativas também podem ser utilizadas, desde que não se esquecendo de evitar a automedicação.

Procurar um pediatra para indicar um tratamento adequado é sempre a melhor escolha.

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