Falar com os pequenos é essencial para o desenvolvimento da fala, mas é preciso ter cuidado ao pronunciar as palavras. “Nunca de forma errada”, alerta a fonoaudióloga do Hospital Infantil Sabará, Flavia Zangelmi. “Algumas pessoas estranham quando observam adultos conversando com bebês. O que nem todos sabem é que esses bate-papos são fundamentais para estabelecer os primeiros laços de comunicação com as crianças.”.
O adulto serve de espelho para a criança na hora de aprender a falar. Por isso, conversas e cantorias na hora do banho, da troca de roupa, da amamentação, dos passeios e das brincadeiras devem acontecer com frequência. “As crianças que são estimuladas por meio da fala começam a se comunicar mais cedo”, esclarece a fonoaudióloga.
De acordo com a especialista, a comunicação faz com que os bebês reconheçam situações e objetos antes mesmo de serem capazes de falar. “É assim que a criança formará o seu repertório de palavras que representam o mundo, seus objetos, os fatos, o tempo e as emoções. Este vocabulário irá aumentando e se tornando cada vez mais específico conforme ela for estimulada.”
Embora não seja uma regra, em geral os bebês começam a balbuciar entre os 6 meses e os 8 meses de vida.
Segundo Flavia, se eles não emitirem som até os 10 meses é necessário os pais consultarem um pediatra.
Para a criança começar a falar, é importante que ela seja capaz de ouvir em primeiro lugar. Nem sempre o teste da orelhinha, feito logo após o nascimento, consegue detectar problemas de audição.
Porém, a fonoaudióloga destaca que crianças que não falam também podem apresentar outras causas para o problema, como de ordem neurológica, psiquiátrica e até ambiental – isso porque crianças que não são incentivadas a falar demoram mais para aprender a se comunicar.
Como o adulto é o exemplo da criança, as palavras precisam ser pronunciadas da maneira certa. “Por mais que pareça engraçadinha, não se deve estimular a pronúncia incorreta das palavras. Inicialmente, ela poderá falar errado, mas a maturidade trazida com o desenvolvimento permitirá a execução certa e isso só será possível com um modelo preciso”, ressalta Flavia.
Para a especialista, é normal não entender muito bem o que os bebês dizem quando têm de 1 ano a 1 ano e meio de vida. “Para falar, as crianças precisam que os músculos do rosto estejam fortes. Para isso acontecer, a amamentação e a fase de mastigação de alimentos sólidos são essenciais. Com o tempo, a fala da criança evolui.”





